sábado, 3 de outubro de 2009

Resenha,PASCOAL,Miriam,O pedagogo na Empresa e a Responsabilidade Social Empresarial:Educação:Teoria e Prática-v.17,n.29,jul.-dez.2007,p.87-102, Belém,2009.


Márcia do Socorro Silva de Jesus¹
Maria do Socorro do E. S. Gomes ²
Marilene Lagoia Palheta de Sousa ³
Rosenilda Maria Favacho de Oeiras 4
Rosinete Vieira das Chagas 5


Pascoal (2007),vem contribuir numa discussão sobre a participação atual do pedagogo especialmente em ambientes não escolares e conceitua historicamente a pedagogia e parte de uma breve retrospectiva histórica, quando afirma que há uma relevante possibilidade de articulação entre a pedagogia, ciência da educação e a empresa.
Desta forma a autora divide o texto em temáticas que tratam de forma bem didática a importância deste profissional em determinados setores. Quando a autora fala de olhares sobre a pedagogia, afirma que esta parte dos reflexos sobre a educação afirmando, porém que o objetivo deste estudo é o fator educativo ressalta ainda, a regulamentação adaptando-se o currículo que ao passar dos anos deixa de ser pequeno e abre o leque para as licenciaturas, porém ainda sem relevância.
A partir de 2005, a formação passa ser licenciada em pedagogia realizada em espaços
escolares e não escolares tendo a docência como base e dividido em três núcleos:
filosofia da educação, didática e educação.que investigarão os processos educativos e
gestoriais reconhecidos pela lei.
A autora distingue as profissões que um pedagogo pode assumir dentro da empresa que ora pode ser definitiva ora ocasional, podendo ligar a outras atividades profissionais essa afirmação ela reforça com Libaneo (1996) quando diz que o pedagogo escolar ou não seria considerado um profissional ligado em estudos e ações relacionado a ciência e a pedagogia, pesquisa e problemática educativa na sua multidimencionalidade.
_____________________
1. Pedagoga. Universidade Estadual Vale do Acaraú, pós graduanda em Pedagogia Empresarial da Faculdade Ipiranga.
2. Pedagoga. Universidade Estadual Vale do Acaraú, pós graduanda em Pedagogia Empresarial da Faculdade Ipiranga.
3. Pedagoga. Universidade Estadual Vale do Acaraú, pós graduanda em Pedagogia Empresarial da Faculdade Ipiranga.
4. Pedagoga. Universidade Estadual Vale do Acaraú, pós-graduada em Responsabilidade Social da Universidade Estadual Vale do Acaraú e pós graduanda em Pedagogia Empresarial da Faculdade Ipiranga.
5. Pedagoga. Universidade Estadual Vale do Acaraú, pós graduanda em Pedagogia Empresarial da Faculdade Ipiranga.
Pascoal ressalta que nesta multidimencionalidade há uma abertura de leque para a distinção nos cursos de pedagogia, isto é, um licenciado e o outro formariam o pedagogo e isso é defendido por Libaneo que assume essa posição apesar de não ser esse o foco deste estudo e sim evidencia a existência de outros espaços na atuação do pedagogo e a contribuição que este profissional pode trazer as empresas preocupadas com a responsabilidade social.
Para a autora, o olhar pedagógico sobre a empresa foi lento até a revolução industrial e a partir daí ela divide a história em seis fases: artesanal,da industrialização,do desenvolvimento industrial,do gigantismo industrial,a moderna e a fase de incerteza, e afirma que a fase industrial alcançou seu ponto mais alto com desenvolvimento da administração científica.
Ela destaca através de Taylor, que a tarefa mínima era feita por indivíduo com uma hierarquia composta por chefes, gerentes, supervisores e um exército de operários para exercer simples tarefa, porém com a introdução das máquinas os operários foram afastados logo em seguidas foram substituídas por computadores com profissional instruídos que tinham habilidade de controlar.
Esse avanço gerou um distanciamento maior das empresas com os clientes, que só foi percebido na esteira do Japão, Estados unidos que descobriram motivos do sucesso que pessoas são importantes e insubstituíveis.
Para a autora neste contexto o setor empresarial tem investido e incentivado “treinamento”, ou seja, formação continuada que antes era privilégio do ambiente educacional. Assim o fator principal que pode levar a empresa ao sucesso é o fator humano. A autora ainda afirma que a empresa valoriza as habilidades adquiridas pelos funcionários. A preocupação assenta no tripé: funcionários eficientes, fornecedores que fornece com qualidade o produto e clientes fiéis.
Na visão da autora, o que pesa na competitividade hoje nas empresas são a relações que se estabelecem com os clientes, empregados, fornecedores, parceiros e colaboradores, além da comunidade, governo e da própria sociedade.
Segunda Pascoal, (2007) as atividades podem ser relacionadas ao ensinar-aprender, envolvendo os funcionários das empresas. Se hoje as grandes empresas visam não só seu crescimento mais sim um crescimento multou EMPRESA e FUNCIONÁRIOS, para Franco (1995), há mais de dez anos atrás já mencionava que, aquele contexto, de educação e os conhecimentos adquiridos eram visto como elementos fundamentais para o desenvolvimento econômico, político e social. Com isso comprava-se mais uma vez que as atividades pedagógicas nas empresas apresentam grandes fatores positivos de crescimento participativo e que se faz necessário colaborar no investimento da formação dos funcionários, preparando para exercerem seus papeis no futuro, seja no profissional e no pessoal.
Algumas empresas começam a despertar para a Responsabilidade Social interna, elas buscam uma nova estratégia para potencializar seu desenvolvimento, fortalecer sua imagem no mercado e aumentar seus lucros. Neste contexto a articulação do Pedagogo com a Responsabilidade Social interna não deve ser interpretada como peça à parte do modelo de gestão de uma empresa e sim, sua extensão.
Esse elo deve ser visto, como um compromisso da empresa com relação à sociedade e a humanidade em geral, uma forma de prestação de contas do seu desempenho, não só na necessidade de investir na atualização dos colaboradores, propondo cursos de educação continuada, qualificação dentre outros, mas preparando-os para desempenhar papeis como cidadão e como trabalhador dessa instituição.
Entretanto, essa qualificação requer novos conteúdos curriculares de desenvolvimento, conhecimento, competências e habilidades, não aceitando apenas funcionários com “letramento, mas capacidade de real compreensão de instruções complexas, de fazer inferências, bem como habilidades diversas demandadas para utilização dos mesmos”. Como isso, ajudaria a minimizar o quadro de problemas sociais no meio em que atua (PAIVA, 1993).
Na atual conjuntura o desafio do pedagogo é de estar inserido em todo o contexto tanto empresarial como escolar, dessa forma, para Pascoal (2007), esse profissional pode contribuir na área de recursos humanos, ajudando na seleção de pessoal, especialmente na área de planejamento.
Com isso, as diversidades existentes na empresa relacionadas a relações interpessoais, seleção, treinamento e capacitação pessoal, fazem do pedagogo a peça chave no processo das atividades técnicas nas organizações, devido ele ser um profissional com princípios, éticos e culturais adquiridos no curso de especialização, onde, o mesmo se qualificou para ser o agente de interação e manter o ambiente de trabalho mais harmonioso.
Dessa forma, percebe-se que o pedagogo empresarial tem a responsabilidade de administrar as atividades de cunho social e de caráter interno e externo, perpassando por todos os setores e abrangendo não só os funcionários bem como toda a comunidade em geral, além disso, o pedagogo empresarial se faz presente nas atividades administrativas da empresa sendo a ele delegada a função de envolver os parceiros e demais funcionários nos projetos da empresa,
Portanto, todas as habilidades adquiridas pelo pedagogo, fazem dele o profissional ideal para exercer sua função com dignidade e reconhecimento da sociedade pelo simples fato de abranger todos os ângulos ao qual este está inserido, seja como pedagogo escolar ou como um agente de responsabilidade social empresarial.

Nenhum comentário:

Postar um comentário